domingo, 26 de agosto de 2007

Te enxergo parada, olhando para mim como quem espera palavras que preencham o vazio. Me calo como quem diz: não quero enlouquecê-la.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Como um cafajeste hei de viver para sempre. Receberei teus tapas e tuas juras de ódio eterno. Rirei de mim, da minha sujeira, dos meus pés presos na lama. Esperarei a mão de mulher que acaricia meu rosto.
Até lá, rirei de mim.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007


Cola meu corpo no teu, percorra minh'alma adentro

Sinta meu coração desritmado, meu suor indefeso

Ensina-me teu tango.

domingo, 19 de agosto de 2007

As crianças brincam de mãos dadas, sem medo do que há por vir, sem preocupações com o tempo. Me bate uma inveja boa, dá vontade de andar em círculos até ficar tonta.
Quando o arco-íris se vai, sobra a falta de expressão e o desejo de não se mover. A humanidade busca remédios para anestesiar sua sub-vida, afinal não há o desejo de existir por completo.

Quem sabe sofre, mas o sábio não vive pela metade.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Depois de furacões e tempestades, sinto ter alcançado paz. Não me aflige saber que o estado presente é passageiro - meu escudo finalmente está pronto.

Sonhei que vivia em meio a ratos, fugindo constantemente da morte. Acordo e olho em volta, a antiga cortina que impedia o sol de entrar já não existe.

sábado, 11 de agosto de 2007

orezedadivitairc.




Vou juntar tampinhas de Pepsi e Fanta Uva para obter um resultado estético bacana.

Mwuhahaha!



P.S.: a risada deve ser interpretada com poder e segurança. Ou seria sarcasmo? Talvez seja uma risada de palhaço-psicopata-de-televisão.

P.P.S.: orezedadivitairc.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Só posso ter chegado ao fundo do poço e mesmo assim não abracei a Samara (exageros... ai, ai!).
Estou, conscientemente, culpando alguém pela minha tosca forma de agir atual.
É óbvio que há um fundo de verdade nessa muvuca, mas eu permiti tudo. Permiti que as minhas palavras incessantes deixassem de existir, permiti que os meus sorrisos distribuídos a esmo morressem.
Pobre garota descerebrada, foi salvar um rato que passava pelo meio da rua e morreu atropelada. Morreu feliz.

sábado, 4 de agosto de 2007

Esperar uma possível alma-gêmea não é mais para mim. Canso fácil das coisas e, não queria admitir, mas canso fácil das pessoas também.

E se eu falasse francês? Como ficaria de biquinho?
Talvez ainda encontre alguém para assistir a Amelie Poulain e prestar atenção naquele sorriso de satisfação pessoal, escapando pelo cantinho da boca, que só ela soube fabricar tão bem.

Diarréias mentais. Assim costumava chamar as coisas que escrevia, não sei bem o real motivo. Às vezes os meus dedos ficam agoniados, precisando de uma massagem do teclado. Digito. A relação antiga de caneta-tinta-papel foi praticamente extinta.

A rua do hospício não mais me assusta, aviões e helicópteros fazendo barulho sobre a minha cabeça sim. Sou estupidamente dramática, vejo tragédia em tudo. Quem se acostumaria a isto? Lembro-me que, aos seis anos, fazia planos de construir um lar subterrâneo – proteção em caso de invasão alienígena. Diziam: “os seriados japoneses comeram o cérebro dessa menina!”. Nem ligava, mas preocupava-me com a idéia de ser a única sobrevivente.

Repito: quem se acostumaria a isso?

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Me vi cercada de todos os clichês do mundo.Caminho apressadamente, às vezes chego a correr, meus pés não tocam o chão. Bambi? Talvez...

Bambi na terra dos transeuntes com cara de bunda.

Repetindo as palavras, repetindo os mesmos erros (clichê 1) e tentando encontrar meu próprio caminho (clichê 2).
Desta feita estou com sono.
Tchau blog, até qualquer dia esquisito.