quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Nenhuma novidade, as ruas da cidade, o mesmo velho mar... Ou água mineral!

Posso parecer, às vezes, o ser humano mais desinteressante do mundo. Durante a semana costumo levantar cedo, caminhar lentamente até o banheiro e escovar os dentes como se estivesse em plena operação tartaruga. Já escovei meu olho esquerdo. Já tentei escrever com a mão direita - sem sucesso, é claro. Já devorei livros, hoje os aproveito lentamente, como quem tivesse medo de esquecer o cheiro, a sensação de espirro causada pela poeira dos séculos, enfim...

Não tenho medo do escuro, mas ventiladores de teto me causam arrepios. Quando criança, morria de medo de rasparem a minha cabeça enquanto estivesse dormindo. Hoje admiro a ousadia de quem é diferente.

Mas não esqueçam o filtro solar! ;)


Hahaha, perdão.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Mergulhando nesta xícara que abriga tão opaco e reluzente o que bebo, na tentativa de passar a noite toda a querer lembrar-te e esquecer-te. Na tentativa frustrada de achar que não preciso do teu amor, que não preciso estar perto de você.

Neste líquido que me mantém acordado durante a noite, permaneço na tentativa de escrever tudo aquilo que tenho coragem, mas não tenho VONTADE de te dizer. Coisa que desentalo da garganta com este café quente e amargo. Querendo que fosse um veneno que não tenho CORAGEM de beber; querendo que fosse um veneno e lhe observar bebendo-o. Talvez isso alivie essa dor que rasga meu peito, devasta e fere minha alma tão atormentada e sofrida.

Bebo este café para esquecer daqueles malditos bons momentos, na esperança de lembrar daqueles momentos ruins para que essa droga de coração entenda que não quero mais te amar; que quero apenas esquecer que já amei e amo tanto que dói e arde. Quero sair desse rio de lágrimas choradas por mim. Quero não estar assim.



[TEXTO DO ABIGO LUCIO SEM ACENTO]

domingo, 7 de outubro de 2007

Raio.

O ser humano nasce débil; chora porque o ar se choca com seus pulmões. Surge a dor irracional - dói, apenas dói.
O ser humano cresce e desde cedo tem consciência de sua iminente morte. Surge o questionamento: seria a vida uma corrida para a inércia eterna?
O ser humano enlouquece e procura incansavelmente anestesiantes. A fuga do saber é constante; o medo de permitir-se ser é espaçoso, mal-educado, surdo e mudo.

Paixão - provavelmente necessito alguma.

sábado, 6 de outubro de 2007

Ócio criativo?

Talvez tenha sido por pura e simples vadiagem que sumi daqui. Tenho me sentido tão incompetente nos últimos dias. Passar duas semanas lendo um livro pequeno como o "Admirável Mundo Novo" é um sinal notório dos fins dos tempos.
Alguém mais se recusa a renovar empréstimos na biblioteca?

Semana passada assisti Farenheit 451 comendo salsicha vegetal. Foi bom.
Posso ser sincera? Não sei o que escrever. Pronto, falei.