sexta-feira, 27 de julho de 2007

É noite de sexta-feira...

e estou tentando não dormir. As pálpebras estão pesando, mas não posso sucumbir (rimou bregamente!). Xícaras de café tornam-se companheiras fiéis, verdadeiras amigas que não permitem a lerdeza tomar conta dos meus dedos e neurônios.

Neurônio. Poderia ser nome de gente... Deve existir algum Neurônio Caio Rolando da Rocha vivendo por aí. Certamente possui um Gol ano 97, vermelho, quatro portas e vidros elétricos. Será que ele já está dormindo?

E se eu controlasse os meus sonhos? Talvez me tornasse uma tarada em potencial no mundo onírico. Por aqui sou só mais uma menina com espinhas feias (moças bonitas têm espinhas bonitas) e andar desengoçado que tropeça o tempo todo. Sentei no meio fio e observei os adoráveis transeuntes-cara-de-bunda. Tapei com as mãos o sol que irritava meu belo rosto de hâmster faminto. Costumava ler gibis da Turma da Mônica, certo dia quis expandir meu conhecimento. Comprei um do Zé Carioca.

Não consigo trabalhar em grupo, tampouco em dupla. Ou deixe a caneta comigo ou a devore! Faça a sua escolha, compre um sorvete de menta e seja feliz.
Melhor evitar convites para jogar pôquer ou truco - não sei nada disso e desaprendi pif paf.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

As árvores estão ficando sem folhas... Passar por elas me dá uma sensação de alegria misturada com uma tristeza que não me entristece profundamente. Lá vou eu culpar as pobres árvores por não estarem verdes - monstro insensível que sou!

Sinto falta de um bicho por perto, gostava tanto de falar por horas e horas com a minha cachorra. Sente-se bem com esses pêlos? Provavelmente não me compreendia ou, justamente por me compreender demais, ficava calada. Me babava bastante, lembro disso tão nitidamente que chega a dar saudade. I miss you dear dog! Será que o inglês dela era ao menos razoável? Afinal escutamos por tanto tempo aquela coletânea do Frank Sinatra...

Here comes the sun... tu tu tu

domingo, 22 de julho de 2007

Retorno das aulas. Toda aquela rotina suja insistindo em fazer parte de mim.
Acorde. Não enrole, escove os dentes. Não, não e não! Tome as duas xícaras de café antes de escovar, dentes limpos em primeiro lugar!
Vá para o chuveiro, não permita que o sabonete escorreg... puft! Você pega. Vista-se rapidamente. Tchau.

As madrugadas escutando João Gilberto e Zeca Baleiro chegaram ao fim.

P.S.: eu nem tenho alguém tão próximo para tomar banho comigo ao ponto de me obrigar a pegar o sabonete =)

sábado, 21 de julho de 2007

Quanto drama!

Gostaria muito de uma peruca. Só por precaução, entende?

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Acompanhei-te pelos séculos
Poeira grudada em teus sapatos
Memória fatídica, lembranças amargas outrora doces
Segurei tua mão quando a minha não era sentida
Gritei quando você não podia me ouvir
Protejo corações, o meu e o teu
Sempre. Para sempre.

sábado, 14 de julho de 2007

Sonhei que estava recitando meu último post no auditório do colégio. Foi estranho, gaguejava e esquecia o que eu mesma escrevi. Coisinha chata...

Cá estou lendo Simone de Beauvoir, escutando Vivaldi e tomando Pepsi light.
Mas minha cabeça está na espuma azul da Fanta Uva.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Me Perdi. Me achei. Me perdi. Me achei. Me perdi. Me achei. Me perdi
No meio do caminho acabei me estragando
Me achei.
Mas o cheiro de decomposição enlouquece negativamente
Taparei meu nariz outra vez?
Me perdi.

- Vamos ao Vaca Brava?

- Vamos! Caminhar, correr e ver o Sol se pôr!

- Mas já está de noite.

- Então vamos caminhar, correr e comer amendoins até o próximo pôr-do-sol.

terça-feira, 10 de julho de 2007

E eu nunca sei para quem cantar, sorrir, me entregar e fazer cócegas com segundas intenções.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Recesso escolar. Falando nisso, eu já não deveria ter terminado os estudos? Aonde foi parar aquela determinação da menina prodígio que sabia escrever corretamente AZEITONA na primeira série?

Tivemos um debate sobre Nietzche na semana passada. Fiquei no grupo a favor e o resto da sala contra. Ok, estou exagerando. Todas as meninas ficaram no grupo contra e todos os rapazes ficaram no meu. Pelo menos fui a força feminina de lá!

Ando tão egocêntrica. Percebeu que eu disse "meu grupo"? Por que meu grupo? Mas era a líder. Uma líder de merda, eu sei, mas ainda líder. Que palavra interessante: líder.

Líder, líder, líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder.

Na infância costumava repetir demasiadamente as palavras até me parecerem estranhas. Gostava disso. Mas olha, voltando aqui ao debate (minha velha mania de mudar de assunto compulsivamente), foi chatíssimo. Eu estava no comando e esqueci totalmente disto. As semanas se passaram e não reuni ninguém para bolar estratégias maléficas de contra-ataque. Pensei em me humilhar e pedir o adiamento (uma outra velha mania: ser covarde), mas não teve jeito. Olhei para os olhos da professora e brochei.

O circo estava pegando fogo, tive a sensação de alguém gritar "Hannah, sua sapata perdida! Vai queimar no inferno!". No fim só me pediram um Halls preto.
O debate continuará após o recesso.
Existem três de mim. Eu, que falo continuadamente, sem me importar com a ordem cronológica dos fatos, o eu número dois, que escuta pacientemente sem julgar e o eu chato, que mete o nariz aonde, definitivamente, não é chamado.

Até os seis anos de idade quis muito ganhar um cortador de grama. Passava horas me imaginando cortando a área verde de qualquer lugar, aquilo me passava uma sensação gostosa de poder. Querem a grama agradável? Espera aí, já estou chegando.
Nunca ganhei. Não que tal fato tenha me traumatizado, mas ficou uma sensação de buraco. Buraco? Ah não! Poderia ter sido mais gentil, ter escrito vazio, fenda ou qualquer palavra mais bonita. Mas buraco é feio? Depende do buraco, creio eu.

Cresci tímida, com medo de olhar nos olhos das pessoas. Hoje encaro até demais, fico buscando algo indefinido, um cheiro colorido talvez. Cresci tímida, mas cantei para todos na minha formatura da pré-escola. Superei o leite derramado e a ironia da minha querida professora, carinhosamente apelidada de barata descascada pelo meu pai. Para não se originar mais um buraco, contarei sobre o leite.

Era uma vez uma menina muito bonita (eu). Não bebia leite por medo de derramar. Um dia a garota foi assistir aula em outra sala. Por gentileza, aceitou a gosma. Vinte e três segundos depois, lá estava o branquelo, espalhado no chão. Se espalhou por sua calça também, ficou parecendo xixi. Coitada, não agüentou chegar no banheiro? Surge a ironia da barata descascada: PARABÉNS HANNAH!
Parabéns? Isto é coisa que se diga para uma menina que não ganhou o tão sonhado cortador de grama?

Passado um certo tempo, tudo ficou claro na minha mente. Me deu os parabéns pelo meu aniversário. Seis meses atrasados.
Vinte e um de março. Professora, hoje é o meu aniversário!Ela me desejou alegrias mentalmente, tenho certeza. Verbalmente só escutei: uhum.

domingo, 8 de julho de 2007

Um blog?

Lembrei dos meus doze anos agora. Falavam de blogs na televisão, fiquei empolgada e criei um. Mas só servia se houvesse de vinte comentários para cima em cada post. Abaixo disso eu começava a me sentir sozinha no mundo.

As coisas mudam. Nem TV assisto mais. Criei este para acalmar os nervos. Pode evitar que eu chute o pau da barraca, sabe?

Tenho medo de domingo.