Tivemos um debate sobre Nietzche na semana passada. Fiquei no grupo a favor e o resto da sala contra. Ok, estou exagerando. Todas as meninas ficaram no grupo contra e todos os rapazes ficaram no meu. Pelo menos fui a força feminina de lá!
Ando tão egocêntrica. Percebeu que eu disse "meu grupo"? Por que meu grupo? Mas era a líder. Uma líder de merda, eu sei, mas ainda líder. Que palavra interessante: líder.
Líder, líder, líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder,líder.
Na infância costumava repetir demasiadamente as palavras até me parecerem estranhas. Gostava disso. Mas olha, voltando aqui ao debate (minha velha mania de mudar de assunto compulsivamente), foi chatíssimo. Eu estava no comando e esqueci totalmente disto. As semanas se passaram e não reuni ninguém para bolar estratégias maléficas de contra-ataque. Pensei em me humilhar e pedir o adiamento (uma outra velha mania: ser covarde), mas não teve jeito. Olhei para os olhos da professora e brochei.
O debate continuará após o recesso.
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