sábado, 4 de agosto de 2007

Esperar uma possível alma-gêmea não é mais para mim. Canso fácil das coisas e, não queria admitir, mas canso fácil das pessoas também.

E se eu falasse francês? Como ficaria de biquinho?
Talvez ainda encontre alguém para assistir a Amelie Poulain e prestar atenção naquele sorriso de satisfação pessoal, escapando pelo cantinho da boca, que só ela soube fabricar tão bem.

Diarréias mentais. Assim costumava chamar as coisas que escrevia, não sei bem o real motivo. Às vezes os meus dedos ficam agoniados, precisando de uma massagem do teclado. Digito. A relação antiga de caneta-tinta-papel foi praticamente extinta.

A rua do hospício não mais me assusta, aviões e helicópteros fazendo barulho sobre a minha cabeça sim. Sou estupidamente dramática, vejo tragédia em tudo. Quem se acostumaria a isto? Lembro-me que, aos seis anos, fazia planos de construir um lar subterrâneo – proteção em caso de invasão alienígena. Diziam: “os seriados japoneses comeram o cérebro dessa menina!”. Nem ligava, mas preocupava-me com a idéia de ser a única sobrevivente.

Repito: quem se acostumaria a isso?

2 comentários:

Anônimo disse...

rsrs
se eu fosse ao menos bi te pedia em casamento! Bjao doida!!

Anônimo disse...

"Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz" Lembra??? Era bom cantar isso com vc................. se eu ficar relembrandu vou akabar fikando depre..... bjuss