segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Mergulhando nesta xícara que abriga tão opaco e reluzente o que bebo, na tentativa de passar a noite toda a querer lembrar-te e esquecer-te. Na tentativa frustrada de achar que não preciso do teu amor, que não preciso estar perto de você.

Neste líquido que me mantém acordado durante a noite, permaneço na tentativa de escrever tudo aquilo que tenho coragem, mas não tenho VONTADE de te dizer. Coisa que desentalo da garganta com este café quente e amargo. Querendo que fosse um veneno que não tenho CORAGEM de beber; querendo que fosse um veneno e lhe observar bebendo-o. Talvez isso alivie essa dor que rasga meu peito, devasta e fere minha alma tão atormentada e sofrida.

Bebo este café para esquecer daqueles malditos bons momentos, na esperança de lembrar daqueles momentos ruins para que essa droga de coração entenda que não quero mais te amar; que quero apenas esquecer que já amei e amo tanto que dói e arde. Quero sair desse rio de lágrimas choradas por mim. Quero não estar assim.



[TEXTO DO ABIGO LUCIO SEM ACENTO]

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